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domingo, 28 de novembro de 2010

A mensagem - a História do Islam (o filme)

A Mensagem (filme)
A Mensagem (em árabe: الرسالة , Ar Risalah; em inglês: The Message) é um filme do ano de 1976 dirigido pelo diretor árabe, Mustafah Akkad, que narra a vida do Profeta Muhammad, ou Maomé. O filme foi lançado em duas versões: a versão em inglês e em árabe, e o filme narra o início da história do Islam.
O filme se inicia com os primeiros anos de Maomé como profeta de Deus, na cidade de Meca. Pelos insultos aos ídolos da Caaba e pelos seus ensinamentos, ele e os seus seguidores (os muçulmanos) são perseguidos, o que os faz imigraram para a cidade de Medina e, depois de conflitos e guerras, os muçulmanos retornam à Meca vitoriosos. São descritos séries de acontecimentos, como a Batalha de Badr e Batalha de Uhud, e os personagem principais do filme são Hamza ibn 'Abd al-Mutalib (o tio de Maomé) , Abu Sufyan (líder de Meca e patriarca do coraixitas) e sua esposa Hind bint Utbah (inimiga do Islão que, mais tarde, tornou-se muçulmana).

Produção
O diretor Mustafah Akkad enfrentou Hollywood para fazer um filme sobre as origens do Islam e teve que ir para fora do Estados Unidos para levantar o dinheiro da produção para o filme. Falta de dinheiro para a produção quase encerrou a produção do filme, até que o financiamento foi finalmente fornecido pelo atual chefe do Estado Líbio, Muammar al-Gaddafi. O filme foi feito na Líbia e em Marrocos e a produção teve quatro meses e meio para construir as cidades de Meca e Medina, como eram no tempo de Maomé.
O diretor do filme, Mustafah Akkad, viu o filme como uma forma de ponte entre o mundo ocidental e islâmico, declarando em uma entrevista de 1976:
"Eu fiz o filme porque é uma coisa pessoal para mim. Além de sua produção de valores como um filme, que tem a sua história, a sua intriga, o seu drama. Além de tudo isso, eu acho que foi algo pessoal, mesmo sendo sobre muçulmanos que viveram no Oriente, eu senti que era minha obrigação, meu dever, de dizer a verdade sobre o Islam. É uma religião que tem 700 milhões de seguidores, mas ainda é tão pouco conhecida e é isso que me surpreende. Achei que deveria contar a história que irá fazer esta abertura para o Ocidente."
Akkad filmou uma versão árabe do filme (em que Muna Wassef interpreta Hind bint Utbah) com um elenco formado por atores árabes e uma autra versão com atores não árabes. Ele achava que a versão em inglês com uma dublagem em árabe não seria suficiente, sendo que os árabes agem diferente do estilo de Hollywood.

Representação de Maomé
De acordo com as crenças muçulmanas sobre representações de Maomé (e de todos os outros símbolos sagrados, mesmo de outras religiões), ele não foi retratado, nem sua voz foi ouvida. Esta regra foi também obedecida em relação à suas esposas, suas filhas, seus filhos (adotidos) e seus califas (Abu Bakr As-Siddique, Ali ibn Abi Talib, , Omar ibn Khattab e Uthman ibn Affan).
Sempre que Maomé estava presente ou muito perto, sua presença foi indicada pela música de órgão. Suas palavras, como ele falou delas, foram repetidas por outras pessoas, como Hamza, Zayd e Bilal (um escravo abissínio libertado). Quando uma cena exigia sua presença, a ação foi filmada de seu ponto de vista e outros estavam em cena para um diálogo inédito.

Elenco na versão em inglês
  • Anthony Quinn - Hamza
  • Irene Papas - Hind
  • Michael Ansara - Abu Sufyan
  • Johnny Sekka - Bilal
  • Damien Thomas - Zayd
  • Michael Forest - Khalid
  • Donald Burton - Ammar
  • Ewen Solon - Yasir Ewen
  • André Morell - Abu-Talib
  • Wolfe Morris - Abu-Lahab
  • Rosalie Crutchley - Sumayyah
Prêmios
O filme foi indicado para o Oscar de 1977 como Melhor Música, Trilha Sonora Original pela música de Maurice Jarre.

O trecho publicado no blog
Em 615 (D.P) , em Makkah, os muçulmanos eram perseguidos para que abdicassem desta crença; contudo, ela tornava-se cada vez mais enraizada nos seus corações.

o Profeta por não consentir a situação dos muçulmanos e, pelo conhecimento que possuía em relação às qualidades do rei da Abissínia, ordenou aos seus seguidores p...ara que emigrassem àquele pais africano e só voltassem quando a situação melhorasse na Arábia.
Quando os incrédulos souberam desta emigração, tentaram impedí-la, porém, os muçulmanos já tinham seguido rumo à Abissínia.
Quando lá chegaram, os incrédulos usaram todo o tipo de artimanha a fim de influenciar o rei Negus, para que este expulsasse os muçulmanos, aproveitando-se do fato do rei ser cristão; disseram até que os muçulmanos falavam mal de Jesus, etc.
O rei, justo que era, mandou chamar os refugiados muçulmanos e procurou saber acerca da veracidade das acusações. Pela voz de Jáffar Ibn Abi Tálib, responderam que adoravam uma só Divindade e, para o tal, seguiam o profeta Muhammad , que lhes ensinava a moral, o amor mútuo e a libertação dos vícios que proliferavam entre eles; quanto a Jesus, leram trecho do alcorão.
O rei não duvidou que se tratavam de ensinamentos Divinos e que o profeta Muhammad era verdadeiro. Assim, recusou o pedido dos enviados incrédulos e instruiu aos muçulmanos que continuassem no exílio até que a situação do seu país melhorasse.



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                                                                   Trecho do filme



Poster do filme


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal

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Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote CVC tri-anual

Mais eu “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol

Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é no “Jardins”
E a filha do executivo é estuprada até o fim
Aí a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “tô nem aí”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

YASSER ARAFAT

Yasser Arafat: um perfil do líder palestino



Yasser Arafat é uma das personalidades políticas mais importantes envolvida no conflito árabe-israelense. Sua trajetória de luta para a formação de um palestino perdura por cerca de 40 anos.

Por
Jéssica Naime


Yasser Arafat, chefe da Autoridade Palestina (AP), luta, há cerca de 40 anos, pela formação de um Estado autônomo na região da Palestina. Tido como um líder de pulso forte, com traços de autoritarismo, manteve centralizadas sob seu comando as decisões acerca da discussão sobre a formação de um Estado palestino, recusando-se a delegar poder a outros líderes do movimento.

Alguns de seus biógrafos concordam com o fato de que Arafat não tem de fato uma ideologia política definida. Acreditam que o líder palestino percebe o movimento como uma série de desafios táticos a serem superados, não apresentando, assim, nenhuma estratégia central. Arafat intitulava-se um revolucionário, mas estudiosos dizem não haver nenhum traço de transformação social na sua percepção de mundo. O líder palestino não seria um adepto da visão marxista da luta entre classes, nem da visão islâmica de uma boa política, e nem mesmo de um verdadeiro nacionalismo revolucionário. Arafat tem uma visão simplista da luta palestina. Acreditaria apenas na superioridade das reivindicações de seu grupo, e que deveria então combater os usurpadores de sua causa, posicionando-se como uma espécie de mártir.

Não há muitos dados concretos sobre sua vida privada, e Arafat parece não fazer muita questão expô-la. Seu casamento com a palestina Suha Tawil, do qual tiveram uma filha, Zahwa, foi mantido em segredo por cerca de quinze meses.

Seu nome de batismo é Mohammed Abdel-Raouf Arafat As Qudwa al-Hussaeini. Apesar de divergências acerca de seu verdadeiro local de nascimento, declara ter nascido em Jerusalém, em 24 de Agosto de 1929, mudando-se para o Cairo com sua família ainda quando criança e lá formando-se engenheiro na Cairo University Faculty of Engineering em 1956. Participou de movimentos estudantis palestinos ainda no Egito, chegando a servir voluntariamente no exército egípcio durante a crise do Canal de Suez.

Iniciou sua carreira como engenheiro no Kwait e, em 1959, fundou o grupo Fatah, que representa hoje uma das principais facções da Organização para Libertação da Palestina (OLP). A Organização foi formada em 1964, com o respaldo da Liga Árabe, que abarcava um grande número de grupos que lutavam para a libertação da Palestina, dentre eles o Fatah. O grupo emergiu como o mais poderoso dentro da organização frente à ameaça israelense após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. a partir de então o Fatah passou a liderar a OLP, e Arafat se tornou o presidente do Comitê Executivo da organização. Desta forma, consolidou-se entre os palestinos como uma força política importante na defesa de seus interesses.

Arafat é bastante recriminado por utilizar a violência como arma política. É acusado de liderar ataques terroristas contra civis israelenses, e de utilizar artifícios questionáveis para consolidar sua liderança no movimento palestino. Apesar disso, possui apoio de grande parte da população palestina, que vê no líder uma saída para a disputa por territórios com Israel.

A luta armada pregada por Arafat deve ser compreendida como um produto do contexto onde surgiu o movimento. A luta armada seria a maneira que a baixa classe média urbana encontrou de manifestar suas reivindicações, consolidando o nacionalismo palestino urbano.

Questiona-se seu compromisso com a aceitação da existência do Estado de Israel, posição que ele só adotou em 1988. Até então, a posição da OLP era de não-aceitação da existência de Israel. Segundo alguns críticos, apesar do reconhecimento de Israel por Arafat, este não teria mudado de fato sua percepção acerca do conflito. Analistas afirmam que, apesar disso, a ideologia da população palestina sofreu mudanças ao longo dos últimos 25 anos. A maior delas seria a alteração entre a defesa da formação de um Estado palestino no lugar do Estado de Israel para a consolidação de um Estado palestino que coexista ao lado dos territórios israelenses.

O apoio do povo palestino às ações de Arafat sofre variações ao longo do tempo. Analistas acreditam que o suporte dado a Saddam Hussein, em suas pretensões expansionistas na Guerra do Golfo no início dos anos 90, possa ter minado a confiança do povo palestino em Arafat, uma vez que o presidente iraquiano realizava uma incursão militar contra o Kwait.

Tal apoio na época teve um alto custo político: a maioria dos países árabes se opunha à investida de Saddam Hussein e considerando que estes eram os maiores financiadores da OLP, o movimento teve sua fonte de renda cortada, afastando os fortes aliados que contribuíam para sua força de ação.

Em fins década de 90, recusou um tratado de paz proposto pelo governo israelense, na figura do então presidente Ehud Barak. O acordo não previa uma solução para a volta dos refugiados palestinos, além de não abordar o impasse acerca do status da cidade de Jerusalém.

As negociações iniciadas em Oslo, em 1993, trouxeram para a comunidade palestina esperança na consolidação de um Estado próprio. Yasser Arafat e o então primeiro-ministro israelense Yitzak Rabin aproximaram as negociações de um final conciliatório entre as partes, o que lhes rendeu o prêmio Nobel da Paz em 1995.

O processo de construção da paz iniciado em Oslo previa suporte para o estabelecimento de eleições palestinas, e em 1996, Arafat foi eleito presidente da Autoridade Palestina, imprimindo mais uma vez um estilo autoritário de governo.

Contudo, a série de acordos do processo de paz foi perdendo sua efetividade na medida em que cláusulas foram desrespeitadas. Analistas acreditam que Arafat e Rabin perderam uma grande oportunidade de estabelecer um acordo de paz na região a partir do processo iniciado em Oslo, reduzindo, assim, em parte, o apoio dos palestinos a Arafat.

FONTE DO ARTIGO:
http://www.pucminas.br/imagedb/conjuntura/CES_ARQ_DESCR20050705095412.pdf?PHPSESSID=ee4211abf15f85969bdaa4a31d4d6f50


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A MORTE DE YASSER ARAFAT


11 de Novembro de 2004
“Causa da morte de Arafat segue um mistério”
A causa da morte de Yasser Arafat deve continuar causando tanta controvérsia quanto as discussões sobre o seu legado político.
O hospital militar onde ele foi internado observou as rígidas leis francesas sobre privacidade dos pacientes e evitou fazer qualquer comentário sobre a enfermidade que vitimou o líder palestino.
Fonte: 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/11/041111_arafatro.shtml

12 de novembro de 2004
“Médico de Arafat cobra autópsia para dissipar suspeitas”
O médico pessoal de Yasser Arafat cobrou a realização de uma autópsia para determinar as causas da morte do presidente da Autoridade Palestina.
O neurologista jordaniano Ashraf Al-Kurdi atendeu Arafat durante duas décadas e viu seu paciente pela última vez há duas semanas.
Fonte: 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/11/041112_medicoarafatro.shtml

21 de setembro, 2002
"Yasser Arafat está sitiado em Ramallah"
O Exército israelense está intensificando o cerco em torno do quartel-general do líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em Ramallah, destruindo a maioria dos edifícios ao redor do prédio onde está abrigado o líder palestino.
O Exército de Israel disse que não está deliberadamente atingindo o prédio onde está Arafat. Mas os palestinos dizem que a vida do líder da Autoridade Palestina está em perigo.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/020921_arafatcs.shtml

18 de Julho de 2002 
O Presidente dos Estados Unidos George W Bush afirmou, referindo-se a Yasser Arafat: "O verdadeiro problema é que não há uma liderança que seja capaz de dizer 'ajudem-nos a estabelecer um Estado e nós iremos combater o terror e responder às necessidades dos Palestinianos".

31 de Janeiro 2002
 Sharon (o primeiro ministro de Israel) lamento o fato que Arafat não morreu em 1982 (durante a invasão de Libano pelo exercito de Israel)
Fonte: 
http://articles.cnn.com/2002-01-31/world/mideast.shooting_1_palestinian-state-israeli-forces-shot-prime-minister-ariel-sharon?_s=PM:WORLD

25 de Janeiro de 2002
O Ministro da Defesa Cloin Powel "Os Estados Unidos têm todas as opções para lidar com Arafat"
Fonte:
http://articles.cnn.com/2002-01-25/us/us.mideast_1_yasser-arafat-terror-palestinian-authority?_s=PM:US

01 de Outubro de 2001 
"Peres afirma que exército israelense quer matar Arafat". O ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, disse acreditar que comandantes do exército israelense querem assassinar o líder palestino, Yasser Arafat.
Em uma entrevista publicada no jornal israelense Yedioth Ahronoth, Peres acusou o vice-chefe do Estado Maior do Exército, Moshe Yahalon, de tentar enfraquecê-lo e de não entender a angústia dos palestinos.
Fonte: 
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/011001_peres.shtml


FOTOS DO LEADER PALESTINO

Yasser Arafat jovem. Data e local desconhecidos

Yasser Arafat e miltantes no campo. Data e local desconhecidos
Yasser Arafat  em um campo de treinamento. Data e local desconhecidos

Yasser Arafat confere um esconderijo. 1981 em libano

Yasser Arafat com soldados palestinos na guerra civil no Libano. 1982

Arafat com "V" da vitória
Yasser Arafat no campo da batalha. 1982 no Libano



Arafat visita um soldado palestino ferido. 1982 no Libano

Arafat em um dos esconderijos. 1982 no Libano
Arafat no seu descurso de Paz. 1974 na ONU
Arafat com o Rei Faissal da Arábia Saudita e Nasser o Presidente do Egito
Arafat e Bourguiba o Presidente da Tunísia

Arafat e o Papa João Paulo II

Arafat e a Madre Teresa de Calcutá

Arafat e Nelson Mandela

Arafat e o líder Ahmad Yassin (assassinado por Israel em 24/03/2004)

Arafat e o Rabino Hirsh (Neturei Karta)

Arafat e o militante israelense Uri Avneri (Gush-Shalom)
Arafat e o Presidente do Iraq Saddam Husein

Arafat e o militante da MST Mario Lill

Arafat e sua esposa acompanhado do Presidente francês Jacques Chiraque

Arafat, Bill Clinton e Yitzhak Rabin depois de assinar o acordo de Paz em 1993

Arafat sitiado pelo exército israelense sob ordens do Primeiro Ministro Ariel Sharon. 25 de outubro de 2004
Arafat embarcando para a  Jordânia, onde ele pegaria um avião para Paris. 29 de outubro de 2004
Palestinos de todas religões rezando pelo líder
Arafat volta da França morto. 11 de novembro de 2004
Mulher palestina chora a morte do líder

Soldado palestino chora uma liderança singular
manifestações de luto pela morte de Arafat

Luiz Inácio Lula da Silva visita o mausoléu do líder histórico Yasser Arafat. 17 de março de 2010








quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lampião, un mythe de la culture populaire brésilienne

      LAMPIÃO

Capitaine Virgulino, dit Lampião,
avec son chapeau typique.
Il fût le plus grand « héros »
folklorique brésilien
Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938.
Lampião, le "Roi du Cangaço".
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, fut le chef de la principale bande de cangaceiros du ordeste, entre 1920 et 1938.

Le Sertão, dans l’état du Pernambouc, Nordeste, pauvre en eau, riche en cactus et végétation sèche, une des régions habitées la plus ancienne du Brésil, elle reste à cette époque la moins développée. L’éduction y est rudumentaire et la société locale est dirigée par les grands propriétaires terriens qui sont par-là même, les hommes politiques locaux





Au début du XXe siècle, dans un monde rural dégénéré par l'exploitation et l'injustice, Lampião, homme révolté, prend son destin en main. Il est le symbole du courage et de la liberté, voué à un destin tragique. Partant de l'événement traumatique de la décapitation de Lampião et de sa bande, le film reconstruit pièce par pièce le portrait ambigu du bandit légendaire.

Lampião naquit, nous dit-on, dans le Pernambuco le 12 février 1898, Le 12 février 1900, ou em 1897, d'une famille de neuf enfants (cinq frères et quatre soeurs). Virgulino aurait pu mener une vie paisible au milieu de as famille. C'est vers l'âge de vingt ans qu'il aurait été confronté à la violence : après une altercation avec leur voisin et adversaire politique José Saturnino, dont ils soupçonnaient l'un des moradores de voler du bétail ; celui-ci blesse un des frères Ferreira, Antônio. A partir de cette déclaration d'hostilité, trois des fils de José Ferreira prennent les armes, tout en continuant leurs activités. Leur père, voyant où cette conduite pouvait mener sa famille, décida de s'installer à Poço Negro, près de Nazaré. Mais en vain. Devant La recrudescence des hostilités des deux côtés, des provocations multiples de leurs ennemis et le passage progressif de ses fils dans l'illégalité dû aux multiples rixes avec les force de police qui protégeaient Saturnino, le père fut contraint à nouveau de déménager.


Dix-huit jours plus tard (ou trente-huit selon les auteurs), une force volante  de police commandée par José Lucena, célèbre pour sa barbarie, voulant prendre les trois fils fugitifs se trompa et tua leur père, laissant lês autres enfants orphelins. On raconte que José Ferreira tomba sous les coups de la police à l'endroit même où sa femme mourut d'épuisement et de chagrin. La population locale, par peur de José Lucena, n'eut pas tout de suite le courage de s'approcher pour enterrer les victimes. Elle le fit plus tard dans la plus grande clandestinité, au milieu de la nuit, sans que les trios frères ne pussent accomplir le rituel funéraire qui leur incombait.


Ainsi, Virgulino, parce qu'il s'était enfui avec ses deux frères pour NE pas être l'objet de représailles de la part de ses ennemis et de la police, ressentit la mort de son père et de sa mère, morts en quelque sorte à sa place, comme la pire des souffrances et des injustices.

«(...) Por minha infelicidade,
Lampião et sa femme Maria Bonita
Entrei nesta triste vida,
Não gosto nem de contar
A minha historia sentida.
A desgraça enche o meu rosto
Em minha alma entra o desgosto.
Meu peito é uma ferida  ».

«Pour mon infortune
Je suis entré dans cette triste vie
Je n'ai même pas de plaisir à conter
Ma triste histoire
Le malheur emplit mon visage
Dans mon âme rentre le dégoût
Ma poitrine est une blessure»



Maria Bonita. Elle pose comme une dame de haute société
la Brute a aussi le coeur tendre : en 1929, Lampião tombe amoureux de Maria Bonita, qui est ainsi la première femme à rejoindre le mouvement. ils ont eu des enfants. La bande contient ainsi des "familles", ce qui donne un aspect social à ce mouvement.

Même amoureux, Lampião n'abandonne ni la vie rude ni ces amres. ça semble son Destin. Rentrer dans le cangaço, réparer l'affront, laver le sang par le sang, deviendra alors plus qu'une nécessité, une obligation morale. 
Lampião et son gruope de Cangaceiros


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Commence ainsi l’histoire d’un mythe de la culture brésilienne. Un héros pour des uns, un bandit pour les autres.
Lampião et la récompense de la Police pour sa capture

C'est lors de son engagement avec le cangaceiro Luis Padre que le nom de Lampião lui a été octroyé. Lors d'une rixe avec les forces volantes, pendant la fusillade, Virgulino aurait dit à son chef que «'son fusil n'avait pas cessé d'éclairer la nuit tel un réverbère'. Les cabras trouvèrent cette comparaison amusante. Luis Padre dit alors que si maintenant ils tombaient la nuit dans une embuscade ce ne serait pas par manque de lumière. Depuis ce jour, Virgulino Ferreira da Silva se fit appeler Lampião, et du canon de sa carabine, échangée des années après contre un fusil de l'armée offert par les autorités fédérales, jaillit une lueur, dont la lumière livide et sinistre allait éclairer le Sertão pendant plus de quinze ans 2». Notons que si son nom de guerre évoque la lumière que produit le fusil, cette lumière peut aussi mettre le groupe en danger. Nouvelle transgression, ce nom de Ferreira da Silva que son père avait choisi obscur, par souci de respectabilité est abandonné au profit de Lampião, celui qui éclaire, qui ne doit et ne peut passer inaperçu. Etre borgne et avoir une couleur de peau foncée renvoie à toute la problématique du voir-non voir, du clair et de l'obscur, du bien (divin) et du mal (démoniaque) : c'est à cette double problématique que répond le génie de l'inconscient populaire qui lui octroie le nom de Lampião, celui qui éclaire, double négation du noir et de la cécité.

Em  28 juillet de 1938, et aprés de années de luttes et sang contre L’Etats et ces soldats, Lampião et de son groupe trouvent La mort, dans la grotte d'Angico. Les soldats ont transporté leurs têtes décapitées salées, dans dês boites de kérosène et les ont exhibées de ville en ville comme preuve irréfutable de l'anéantissement du cangaço. Dans la ville de Santana de Ipanema, les forces volantes ont montré au public les têtes décapitées des cangaceiros en les tenant par les cheveux. La chapelle de cette ville, «O Monumento» a été le premier endroit choisi pour une exposition macabre.



La fin de Lampião et sa bande



FONTES:
1-Elise Jasmin-Grunspan, LAMPIÃO, BANDIT D'HONNEUR.IMAGES DE PART ET D'AUTRE.
http://www.revues.msh-paris.fr/vernumpub/10-Elise_Jasmin-CAHIER7.pdf
2-Legendes, LAMPIÃO,  http://macacocapoeira.free.fr/lampiao.htm

Hasta Siempre, Comandante Che Guevara - Nathalie Cardone

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